segunda-feira, 25 de março de 2013

COMUNIDADE CATÓLICA BOM PASTOR ( CATIRI ) Parte II



O padre Nino Miraldi, incansável evangelizador, de cujo convívio tivemos o privilégio de usufruir, não poupou esforços no sentido de disseminar a fé católica, e para tanto procurou levantar templos para a prática do ritual, do que resultou a construção das capelas mencionadas na postagem anterior.
Na falta de um lugar bastante amplo para a celebração das missas, o padre Nino, com a devida aquiescência da direção da Escola Municipal Maria Quitéria, passou a fazer uso do pátio daquele educandário, sendo que as cerimônias mais reservadas, como batizado, primeira comunhão, etc., eram celebradas na capela Nossa Senhora da Conceição.
A capela Bom Pastor, embora não tenha sido a primeira a ser levantada, pela proeminência que veio a alcançar, merece ter sua história detalhada, conforme tentaremos fazer a seguir.
No ano de 1969 havia, no Catiri,  apenas um templo da igreja batista, erguido em 1965, na rua Monte Alto e alguns “ terreiros “ de culto africano.
O padre Nino, que gostava mais das relações interpessoais que da impessoalidade da relação sacerdote / fiel, sentia-se à vontade visitando-os  em suas casas, sabendo, entretanto, da necessidade da construção do prédio onde se poderia reunir a congregação.
Entre os inúmeros fiéis da época, destacava-se, entre outros, Francisco de Assis Maciel,  esposo da senhora Vilma, que viria a tornar-se diácono no ano de 1998 e que morava no lote 08 da quadra 04 da rua Rio Real, endereço vizinho ao terreno aonde seria construída a capela Bom Pastor, o qual, em conversa com o padre Nino, informou que os dois lotes vizinhos, ou seja, os lotes 09 e 10, pertenciam a dois marinheiros que talvez os vendessem.
Feito  contato, o negócio veio a concretizar-se, passando os terrenos para o domínio da Mitra no ano de 1969, não nos tendo sido possível apurar a data exata, em virtude de o recibo correspondente à transação ter-se extraviado, quando em poder do engenheiro que projetou a construção do atual prédio da igreja, o qual veio a falecer.  
Após a aquisição padre Nino mandou construir uma grande cruz em concreto, passando a celebrar as missas ali, ao ar livre.
O início foi muito difícil. A comunidade era bem pequena e pobre, e as contribuições financeiras praticamente inexistentes. Não obstante, padre Nino conseguiu levantar um modestíssimo prédio, lá no fundo do terreno, mobiliando-o com móveis rústicos, sendo bem lembrados os toscos bancos, constituídos de uma tábua de obra com pés, sem encosto, como se vê nas fotos a seguir  :



Vista externa panorâmica da capela Bom Pastor, em foto tirada na primeira  metade da  década de 70 do século passado.




Foto do interior da capela, focalizando o altar  e, na parte inferior à direita, uma pequena amostra dos modestos bancos que a guarneciam. As manchas observadas nas fotos devem-se à ação do tempo, afinal já se passaram mais de quarenta anos.




Darcy Sampaio de Oliveira
Jaguaritá Rodrigues de Oliveira
 ( Outubro de 2011)


segunda-feira, 18 de março de 2013

COMUNIDADE CATÓLICA BOM PASTOR ( CATIRI ) Parte I


Marcas da trajetória do Pe. Nino Miraldi

COMUNIDADE CATÓLICA BOM PASTOR - Surgimento

RESUMO DA HISTÓRIA DA IGREJA CRISTO  OPERÁRIO E SANTO CURA D’ARS 
Vila Kenedy -  Bangu 
( Conheça um pouco mais da História da Vila Kennedy em http://paroquiacristooperario.com.br/site/?p=52)

   ... Em 1964, já com a população acomodada em suas casas, a comunidade começou a se organizar e no mesmo ano, mais precisamente em 08 de agosto de 1964, foi fundada, pelo Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião e do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, Paróquia de Vila Kennedy que recebeu como seu padroeiro o Santo Cura D’Ars, seu primeiro pároco o Pe. José Ataualpa.
Em  1967  chegaram os padres Nino Miraldi e Sérgio Minardi, dois italianos que se depararam com a realidade da paróquia , motivo que causou sofrimento a eles diante da pobreza acentuada de um povo marginalizado. Organizaram a comunidade de forma participativa e após um árduo trabalho a Igreja de Vila Kennedy se transformou em vida e comunhão. Pe. Nino que era pároco , pediu ao cardeal que colocasse Cristo Operário como padroeiro da paróquia . O pedido foi atendido  e  a  paróquia passou a ser chamada Paróquia Cristo Operário e Santo Cura D’Ars. As Comunidades de Guandu do Sena, Boqueirão e Catiri tiveram participação mais viva no conjunto pastoral e, assim, surgiram as Capelas Bom Pastor  (Catiri), São Sebastião (Vila Catiri) e N. S. do Perpétuo Socorro (Boqueirão ), esta , após muitas mudanças dos padres , foi quase esquecida e acabou sendo ocupada por famílias das proximidades.  (retirado do site www.paroquiacristooperario.com.br)
        A Capela São Sebastião, construída pouco antes da Capela Bom Pastor, recebeu  primeiro o nome de Capela Nossa Senhora da Conceição e, após a reforma e ampliação que sofreu, por sugestão do conselho que então administrava a capela, prontamente aceita pelo padre José Carlos Lino, em homenagem ao senhor Sebastião Paiva de Oliveira, esposo da senhora Cecília, que além de católico fervoroso é  um pedreiro que muito tem trabalhado nas obras da comunidade católica, tendo inclusive dirigido os trabalhos de construção daquela capela, passou a  chamar-se Capela Nossa Senhora da Conceição e São Sebastião.
     A capela situada no Boqueirão chamava-se na verdade, Capela Nossa Senhora da Aparecida e foi construída algum tempo depois da Bom Pastor e da São Sebastião, tendo sido realmente ocupada por famílias locais, ficando a imagem da Santa que lhe emprestava o nome, guardada na casa de um morador da localidade, até que em 1985, em companhia do padre José Arimatéia, a trouxemos para a capela Bom Pastor.
            No ano de 1999, na Estrada do Gericinó, na localidade chamada Boqueirão, já na gestão do padre José Carlos Lino, nos foi cedido um pedaço de terra, onde foi construída a capela São Braz , a qual encontra-se também em estado de abandono, conforme se vê na série de fotos a seguir.



No quadro da foto acima, está escrito:
COMUNIDADE CATÓLICA SÃO BRAZ 
JESUS ; CAMINHO. VERDADE . VIDA.
RESPONSABILIDADE : ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO - VICARIATO OESTE
PAROQUIA CRISTO OPERÁRIO - CAPELA N.S.DOS NAVEGANTES ( BANGU ) 29/05/99
   
           Esse rápido retrospecto torna-se necessário, para buscarmos as raízes da atual  comunidade católica Bom Pastor.


Darcy Sampaio de Oliveira
Jaguaritá Rodrigues de Oliveira
( Outubro de 2011)


sábado, 9 de março de 2013

Frutos...

AOS BONS ENCONTROS COM HISTÓRIAS, POESIAS E CANÇÕES...

Olha a lua mansa, se derramar, ao luar descansa meu caminhar.  Meu olhar em festa se fez feliz lembrando a seresta que um dia eu fiz com meus amigos da juventude de Nova Iguaçu: Aninha, Paula, Jefferson, Carolina, Mandinho, Cesar, Claudinha, Cláudia, Leninha, Mel, Luciano, Leonardo, Marcelo, Genciara, Bebeto, Rita, Fátima, Sandra, Mônica, Marquinhos e todos os que passaram por mim pelos grupos católicos da Pastoral da Juventude, da Pastoral Universitária, do Movimento Oásis e da militância política e deixaram suas marcas.
Na bruma leve das paixões que vêm de dentro vens tu: Nino Miraldi. Largou a medicina e a vida rica de sua família na Itália e veio para o Brasil, primeiro Vila Kennedy, depois a Baixada Fluminense. Sua voz de anjo sussurrou no ouvido de muitos jovens onde tu anunciavas nas manhãs de domingo e pelos sinos das catedrais. Cobrava o bom estudo e o crescimento pessoal, faculdade era o nosso destino e não pensava em outra coisa. Suas explanações de pura inteligência, generosidade, paciência, respeito e cuidado com o outro me encantavam, quase segui o seu caminho rsrsrsrs. Saudades...

José Henrique Lobato Vianna

Entre a Oração e o Trabalho: o estudo da Psicologia no Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro entre 1930 e 1950

Defesa de tese de José Henrique Lobato Vianna, dia 13 de março de 2013, às 14:00, sala 10.030, bloco D - UERJ.